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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estágio na Educação Infantil


O estágio é uma atividade que leva o conhecimento das práticas educativas e que fundamentadas pela teoria, estabelecem uma visão real e significativa do local de nosso campo de atuação como profissionais da educação. Nesse sentido se faz necessário durante esse processo, uma reflexão sobre as situações vividas no campo de estágio, em consonância com as concepções teóricas que embasaram nossos estudos até o presente momento.
Na concepção de Pimenta e Lima 2006, o estágio supervisionado, possibilita  a superação da dicotomia entre a teoria e prática,  afirmam que essas duas perspectivas, não podem ser dissociadas, ou seja precisam caminhar juntas, ressaltam que uma é necessária para que a outra aconteça de forma que venha contribuir para a boa formação dos professores, “o estágio se produz na interação dos cursos de formação com o campo social no qual de desenvolvem as práticas educativas” ,(Pimenta e Lima 2006).
O estágio possibilita contato direto com situações reais do cotidiano das crianças, bem como situações de dificuldade dentro do ambiente escolar, o que permite uma avaliação e planejamento para uma possível e adequada intervenção a partir da realidade. Portanto o estágio é imprescindível para o aprendizado da profissão docente, e contribui também para a construção de sua identidade profissional, através da união da teoria debatida em sala de aula, com as práticas educativas exercidas e observadas no  interior da escola.
Enfim o estágio supervisionado é um período em que se busca vincular aspectos teóricos com os aspectos práticos, é um momento de articulação nesses dois sentidos, que levará não somente a uma crítica, mas há uma reflexão sobre a prática educativa, “ O estágio tem de ser teórico-prático, ou seja, que a teoria é indissóciavel da prática”. (Pimenta e Lima 2006).
Esse texto faz parte do nosso relatório de estágio/junho/2013.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Textos: Identidade e Autonomia

O bebê se percebe como ser único quando reconhece os próprios limites (e os dos outros)
Criança reconhece a própria imagem em um mural de fotos. Foto: Marcos Rosa
Reconhecer a própria imagem é um dos passos para a construção da identidade
Identidade
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, identidade remete à ideia de distinção. Diz o documento: "é uma marca de diferença entre as pessoas, a começar pelo nome, seguido de todas as características físicas, de modos de agir, de pensar e da história pessoal".
Construir a identidade implica conhecer os próprios gostos e preferências e dominar habilidades e limites, sempre levando em conta a cultura, a sociedade, o ambiente e as pessoas com quem se convive. Esse autoconhecimento começa no início da vida e segue até o seu fim, mas é fundamental que alguns conhecimentos sejam adquiridos ainda na creche.
Assim que nasce, o bebê permanece um bom tempo em fusão com a mãe. Isso significa que ele ainda não é capaz de reconhecer os próprios limites e os limites do outro. Por isso, o desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida está intimamente ligado a experiências de frustração - no jargão freudiano (leia mais sobre Sigmund Freud) - pelas quais terá de passar para compreender-se como um ser único em meio a outros seres igualmente singulares, ou seja, um ser com identidade própria.
O cerne da construção da identidade está nas pessoas com as quais a criança estabelece vínculos. A família é o primeiro canal de socialização. Em seguida, e tão importante quanto, está a escola.
Autonomia
A autonomia, segundo o mesmo referencial curricular é "a capacidade de se conduzir e de tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, a perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro". Mais do que autocuidado - saber vestir-se, alimentar-se, escovar os dentes ou calçar os sapatos -, ter autonomia significa ter vontade própria e ser competente para atuar no mundo em que vive. É na creche que a criança conquista suas primeiras aprendizagens - adquire a linguagem, aprende a andar, forma o pensamento simbólico e se torna um ser sociável.
A especificidade do trabalho na creche
Na faixa de 0 a 3 anos, explorar o eixo identidade e autonomia envolve ajudar os pequenos a desenvolver o reconhecimento da própria imagem. O objetivo é que eles se identifiquem como seres únicos, com corpo, hábitos e preferências próprias. Ao mesmo tempo, é desejável que os bebês ganhem independência progressiva para tanto para realizar ações cotidianas, como brincar e se expressar por meio da linguagem, quanto para o cuidado com a higiene e a alimentação. O caminho privilegiado para conseguir esse desenvolvimento são as atividades de interação, que possibilitam a criação de vínculos afetivos e o aprendizado das regras para a vida em sociedade.
REVISTA NOVA ESCOLA